A maioria das pessoas pensa em astronautas quando pensa na NASA, mas há muito mais sobre a organização. Para cumprir a missão básica da NASA, esta precisa de pessoas para desenvolver e aperfeiçoar novas tecnologias, montar e testar espaçonaves e seus componentes, treinar astronautas/pilotos e prestar serviços de apoio às missões. Em cada tarefa, existem trabalhadores a empregar e remunerar, prestadores de serviço a contratar e suprimentos a comprar. A NASA requer uma enorme mão-de-obra de mais de 18 mil funcionários e 40 mil prestadores de serviços e um grande orçamento de US$ 17,3 bilhões estimado para o exercício de
A estrutura organizacional da NASA mudou ao longo das décadas para tornar a administração mais eficiente e adaptar-se às mudanças em suas diretrizes/prioridades na era após o programa Apollo. A estrutura organizacional atual da NASA reflete um plano estratégico formulado em 2006 para realizar as metas declaradas em 2004 pelo presidente George W. Bush na Visão da exploração espacial (em inglês). A NASA possui quatro escritórios principais, ou diretorias, por meio dos quais procura cumprir suas metas:
pesquisa aeronáutica - conduzir pesquisa e desenvolvimento para veículos e sistemas de aviação seguros e confiáveis
sistemas de exploração - desenvolver tecnologias para apoiar a exploração feita por humanos e robôs no espaço
ciência - explorar a Terra, o Sol, o sistema solar e o universo por meio de missões que são propostas pelos principais investigadores (cientistas), tanto da NASA quanto acadêmicos.
operações espaciais - direciona lançamentos, operações e comunicações para todas as espaçonaves, tanto em órbita terrestre como além dela.
As diretorias das missões estão situadas na Sede da NASA em Washington, D.C. (em inglês) e constituem o centro dos esforços da NASA. Cada escritório coordena as atividades com os diversos centros da NASA por todo o país para cumprir as suas responsabilidades.
Planejamento das missões
O planejamento das missões ocorre em 3 fases: pré-vôo, vôo e operações estendidas.
pré-vôo - alguns cientistas da NASA ou de fora propõem uma missão para responder a uma questão científica. Se a NASA aceitar a proposta, eles designam um grupo de trabalho científico
vôo - o KSC lança a missão e a encaminha para um dos centros da NASA. A Rede do Espaço Sideral (Deep Space Network) recebe os dados da espaçonave
operações estendidas - a espaçonave continua a retornar dados até não mais funcionar. Em alguns casos, é possível redirecioná-la para um objetivo secundário. Missões humanas e algumas missões de amostra retornam à Terra.
Centros de pesquisa da NASA
O trabalho de pesquisa e desenvolvimento de cada diretoria é dividido entre dez centros espalhados pelos Estados Unidos. Cada centro possui seu próprio diretor, sua administração, compras, relações públicas e responsabilidades. Primeiro, vamos analisar mais detalhadamente cada centro de pesquisas.
O Centro de Pesquisas Ames (ARC) (em inglês)
O Centro de Pesquisas de Vôos Dryden (DFRC) (em inglês) em Edwards, Califórnia, conduz pesquisas aeronáuticas e operações de vôo. No DFRC, os pilotos de testes pilotaram todas as novas aeronaves experimentais. Por exemplo, o General Chuck Yeager quebrou a barreira do som no X-1 em 1947. O avião-foguete X-15 foi testado e voou até as camadas mais externas da atmosfera terrestre e voltou. Hoje em dia, aeronaves como o veículo aéreo não tripulado Altair e a estrutura híbrida asa-fuselagem X-48 estão sendo testadas. Além de aeronaves, o DFRC testa os sistemas de interrupção de decolagem da espaçonave Orion.
O DFRC é o campo de aterrissagem alternativo para o ônibus espacial e gerencia um telescópio aéreo infravermelho a bordo de um jato jumbo 747 em cooperação com o Centro de Pesquisas Ames.
O Centro de Pesquisas Glenn (GRC) (em inglês) em Cleveland, Ohio, pesquisa sistemas de propulsão aeroespacial e tecnologias de comunicação, incluindo:
Image courtesy Centro de pesquisas Glenn da NASA
Deep Space 1 com o motor a íons NSTAR
Várias instalações de túneis de vento para pesquisa aeronáutica e aeroespacial;
desenvolver um módulo de serviço e adaptador para a espaçonave Orion;
desenvolver sistemas de abortagem de lançamento e ascensão para a espaçonave Orion;
desenvolver e testar sistemas de energia elétrica e instrumentos para o estágio superior do veículo de lançamento Ares que levantará a espaçonave Orion;
pesquisar o fluxo de fluidos e combustão para propulsão de foguetes;
testar e avaliar materiais nos ambientes da atmosfera superior e do espaço;
desenvolver conceitos de propulsão espacial nuclear e elétrica.
O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) (em inglês) em Pasadena, Califórnia, conduz explorações robóticas do sistema solar. Praticamente todas as missões não tripuladas dos EUA foram planejadas, projetadas, construídas e operadas pelo JPL. O JPL gerencia o Telescópio infravermelho espacial Spitzer e vários telescópios em terra, incluindo os telescópios duplos de interferômetro Keck no Havaí. O JPL construiu e opera a Rede de Rastreamento de Espaço Sideral da NASA (em inglês) para receber comunicações de espaçonaves não tripuladas por todo o sistema solar (em inglês) e mais além.
O Centro de Pesquisas de Langley - LaRC (em inglês) em Langley, Virgínia Ocidental, conduz pesquisas aeronáuticas e espaciais. Os cientistas do LaRC desenvolvem fuselagens e estudam como as camadas de aeronaves/espaçonaves se comportam quando atravessam a atmosfera da Terra e de outros planetas usando túneis de vento. A pesquisa em Langley também se concentra em segurança aeronáutica, tecnologias de veículos aeroespaciais e tecnologia de aeronaves silenciosas.
Centros de vôo da NASA
Os centros de vôo da NASA estão concentrados para ter de tudo, desde satélites até humanos no espaço. Eles também realizam pesquisas para obter mais conhecimento sobre a Terra, o Sol, a Lua, nosso sistema solar e todo o universo.
O Centro de Vôos Espaciais Goddard - (GSFC) (em inglês) em Greenbelt, Maryland, foi o primeiro centro de vôos espaciais criado pela NASA. Alguns de seus projetos incluem:
o Instituto de Ciência de Telescópios Espacial (em inglês)
gerenciamento de satélites que observam a Terra, o Sol e o universo
operação de redes de acompanhamento de vôos espaciais da NASA
desenvolvimento de satélites meteorológicos para previsões e pesquisa para a Administração Oceanográfica e Atmosférica Nacional (NOAA)
O GSFC opera o Instituto Goddard de Estudos Espaciais (em inglês) na Universidade de Columbia, na Cidade de Nova York. O instituto estuda mudanças climáticas globais usando dados reunidos pelo GSFC e suas missões.
O Centro Espacial Johnson - (JSC) (em inglês) em Houston, Texas, conduz atividades de exploração espacial humana. Aqui, o Controle de Missões direciona todos os vôos espaciais tripulados. O JSC é a sede do corpo de astronautas e o lugar onde ocorre a seleção e o treinamento de astronautas. Para essa finalidade, o JSC possui modelos, em tamanho natural, de veículos espaciais, simuladores de flutuação neutra para ausência de gravidade, simuladores de vôo por computador, aviões a jato de treinamento especializado T-38 e aviões a jato Gulfstream modificados para simular a aterrissagem do ônibus espacial. O JSC possui programas de pesquisa em biomedicina espacial, suporte à vida, sistemas de energia, robótica, softwares de simulação de vôo e tecnologia de roupas espaciais.
O JSC também opera as Instalações Teste White Sands no Novo México. Aqui, a NASA faz um teste de acionamento de motores de foguetes para várias missões e testa vários materiais para vôo espacial. Estas instalações também servem como um local alternativo de aterrissagem para o ônibus espacial juntamente com o DFRC e o KSC.
O Centro Espacial Kennedy (KSC) (em inglês)
instalações de processamento orbital: reforma os ônibus espaciais após a aterrissagem;
instalações de processamento do motor principal do ônibus espacial: faz a manutenção dos motores principais dos ônibus espaciais;
a faixa de aterrissagem de ônibus espaciais;
o hangar AF na estação da força aérea de Canaveral: onde os foguetes de propelente sólido dos ônibus espaciais são retornados após sua recuperação;
o edifício de rotação/processamento: onde os segmentos reformados dos foguetes de propelente sólido são montados;
o centro de controle de lançamento: guia todos os aspectos do lançamento de uma missão. Após o foguete deixar a torre, o controle é transferido ao centro de controle de missões tripuladas no JSC ou outro centro da NASA como o JPL ou GSFC para missões não tripuladas.
O KSC opera complexos de lançamento na base de Vandenberg da Força Aérea na Califórnia e na Ilha Kodiak no Alasca, de onde os foguetes descartáveis também são lançados.
O Centro de Pesquisas Langley (LaRC) (em inglês) em Langley, Virgínia, conduz pesquisas sobre aviação e espaço. Usando muitos tipos de túneis de vento, os cientistas desenvolvem fuselagens e estudam como as camadas das aeronaves/espaçonaves se comportam quando atravessam a atmosfera da Terra e de outros planetas e luas. Langley também se concentra em segurança aeronáutica, tecnologias de veículos aeroespaciais e tecnologia de aeronaves silenciosas.
O Centro de Vôos Espaciais Marshall (MSFC) (em inglês) em Huntsville, Alabama, desenvolve as tecnologias de transporte espacial e propulsão de foguete. No MSFC, a NASA desenvolveu todos os seus veículos de lançamentos desde os primeiros foguetes Redstone e Atlas, que lançaram o Projeto Mercury, até os foguetes do Apollo-Saturn V e os motores principais do ônibus espacial. Esta tradição continua à medida que o MSFC projeta o veículo de lançamento Ares para a espaçonave Orion. Outros projetos do MSFC incluem:
desenvolver e testar componentes para a estação espacial internacional, incluindo nós de módulos, bastidores de equipamento científico e módulos logísticos;
desenvolver novas tecnologias de foguetes, como a propulsão química avançada, propulsão elétrica/por íons, velas solares e freios aéreos;
desenvolver novas tecnologias e materiais ópticos para telescópios espaciais.
O Centro Espacial Stennis (SSC) (em inglês) no condado de Hancock, Mississippi, realiza testes de foguetes e desenvolve tecnologia de sensoriamento remoto. O SSC é o principal centro de teste de foguetes da NASA. O escritório de pesquisa e tecnologia aplicada do SSC desenvolve ferramentas e softwares de sensoriamento remoto e divulga informações sobre as observações da Terra por meio de várias parcerias.
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