REVOLUÇÃO DE MARÇO DE 1964
A 31 de março de 1964 o primeiro manifesto pela ordem constitucional é lançado pelo governador de Minas Gerais, MagaIhães Pinto. Logo, as forças militares mineiras descem das montanhas de Minas Gerais na hora precisa, sob o comando do general Olímpio Mourão Filho, comandante da 4ª Região Militar, de Juiz de Fora. Declaravam-se rebeldes ao governo federal. E marcham em direção à Guanabara e Brasília.
A "Cadeia da Liberdade", comandada pela Rádio Inconfidência de Minas Gerais, de Belo Horizonte, enquanto isso, espalhava pelo país a ordem do movimento. No Rio, já se tinha notícia da sublevação das tropas em Minas, levando o Exército, às nove horas, a entrar em rigorosa prontidão.
A pedido do então presidente João Goulart, o ministro da Guerra exonera os dois generais sublevados, generais Luís Guedes e Mourão Filho e desloca para Minas unidades do I Exército na tentativa de dominar os rebeldes.
No fim da tarde, já na zona fronteiriça com o estado do Rio, as forças revolucionárias mineiras entram em contato com as forças do Regimento Sampaio, que vieram para lhes dar combate.
O general Mourão, no entanto, consegue que o Regi-mento Sampaio se una à Revolução. No Rio, a notícia desorienta os partidários de João Goulart.
Durante todo o dia 31 de março, o general Castelo Branco, um dos líderes da Revolução, muda freqüentemente o posto de comando para não ser localizado.
Nos últimos minutos do dia 31, em manifesto das Forças Armadas à Nação, o general Kruel, comandante do II Exército, anunciava que essa unidade acabava de assumir grave responsabilidade, com o objetivo de "salvar a Pátria em perigo".
"A luta do II Exército", insinuava, "será contra os comunistas, e seu objetivo será o de romper o cerco do comunismo que ora compromete e dissolve a autoridade do governo da República". Era o fim do governo de João Goulart.
Ainda pensando em resistir, à frente do III Exército, Goulart voou para o Sul, onde encontrou apenas o general Ladário ainda em condições de garantir-lhe a fuga para o Uruguai.
Na reunião do Congresso em 11 de abril, foram eleitos novos presidente e vice-presidente da República. "Elegeram-se" o general Humberto de Alencar Castelo Branco para a presidência e José Maria Alkmin para a vice-presidência. No dia 15, os dois eleitos assumiram os seus cargos.
A Revolução de 1964 resultou numa seqüência de governos militares, e no início de uma fase ditatorial, tendo sido o seu último presidente o General João Batista de Oliveira Figueiredo, cujo mandato perdurou até 1985.
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