segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Revoluções e Revoltas do Brasil


REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

São Paulo, a partir de 1930, viveu um clima de intranqüilidade e rebeldia, sempre em oposição ao governo revolucionário de Getúlio Vargas. Os partidos políticos de São Paulo formaram uma frente única com o objetivo de evitar a interferência dos comandos militares instalados em São Paulo e derrubar os interventores nomeados pelo governo.
O movimento ganhou logo a adesão de inúmeros políticos. Houve muitas manifestações de protestos e aliciamento, até que, num incidente de rua, em 23 de maio, tombaram mortos quatro jovens: Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Antônio Américo Camargo de Andrade e Dráusio Marcondes de Sousa.
As iniciais de seus sobrenomes deram origem à sigla M.M.D.C., que denominou uma nova entidade de agitação. A Frente Única uniu-se ao M.M.D.C. Do novo órgão partiram todas as ordens contra o governo Vargas e os apelos para que o povo paulista aderisse ao movimento.
Vargas, preocupado com o rumo dos acontecimentos, marcou a data das eleições da Constituinte para o ano seguinte, medida que não agradou e não serenou os ânimos paulistas.
A 9 de julho de 1932 eclodiu a Revolução Constitucionalista em São Paulo, que tinha recebido o apoio de Minas e Rio Grande do Sul.
Os paulistas organizaram um grande exército de voluntários e damas da alta sociedade aderiram ao movimento integrando os grupos de assistência e socorro.

Houve violentos combates entre as tropas do governo e as tropas constitucionalistas. Minas e Rio Grande do Sul, no entanto não aderiram à luta armada, pois acharam que o movimento era contrário aos seus ideais.
Em 27 de setembro, o chefe da Força Pública, Herculano de Carvalho, assinou a rendição de sua tropa, atendendo a um pedido do general Góis Monteiro. As demais facções constitucionalistas, ignorando a decisão de Herculano, continuaram combatendo, até que, dois dias depois, Bertoldo Klinger, um dos chefes revolucionários, pediu a cessação das hostili-dades, chegando o conflito ao seu final.
Em 1934, houve a eleição da Constituinte e a promulgação da Constituição, medidas que vieram acalmar São Paulo, principalmente com a nomeação do paulista Armando Sales de Oliveira para a interventoria daquele estado.

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