CABANAGEM (1835)
No norte e nordeste do país, os nativistas, chamados "cabanos" olhavam como inimigo todos aqueles que defendiam os interesses lusitanos. Nessas regiões, a separação entre colônia e metrópole levou mais tempo para consolidar-se. Em conseqüência, houve uma série de conflitos com proprietários e comerciantes, fortes defensores dos portugueses. No Grão-Pará, em 1835, um movimento popular liderado pelos "cabanos" dominou a província durante cinco anos.
Na época, um cabano, Francisco Pedro Vinagre, governava Belém. Quando o presidente da província, marechal Manuel Jorge Rodrigues, ordenou a prisão de todos os rebeldes, a revolução explodiu. Francisco Vinagre foi preso.
Os chefes cabanos Eduardo Angelim e Antônio Vinagre, irmão de Francisco, conseguiram escapar e, arregimentando tropas rebeldes, marcharam contra Belém, que dominaram com certa facilidade. O marechal Jorge Rodrigues foi obrigado a refugiar-se e Angelim foi aclamado presidente da província.
No interior, os rebeldes invadiram vilas e propriedades de proprietários e comerciantes e, embora o governo de Pernambuco tenha enviado reforços, não conseguiu derrotar imediatamente os revoltosos.
Somente em fevereiro de 1840 os legalistas retomaram a província. Após a capitulação dos últimos rebeldes, mediante a promessa de anistia, foi empossado na presidência da província do Grão-Pará o Dr. João Antônio de Miranda.
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