REVOLUÇÃO DE 1923
Poucos dias após a posse do governo Artur Bernardes, realizaram-se as eleições para o governo do Rio Grande do Sul, quando concorreram Assis Brasil, pela Aliança Liberal e Borges de Medeiros pelo Partido Republicano. Contestando a validade da apuração, a 20 de dezembro, os opositores pediram a formação de um Tribunal Arbitral, que concluiu, a 16 de janeiro, pela vitória de Borges Medeiros, que tomou posse no dia 25.
Diante desse resultado, a oposição iniciou tumultos para forçar uma intervenção federal. As primeiras escaramuças na zona serrana foram inspiradas pelo deputado Artur Caetano. Alastraram-se os combates, que perduraram até agosto, sem qualquer resultado definitivo: Carazinho, Uruguaiana e Alegrete, tomadas pelos revolucionários, foram depois retomadas pelas forças legais.
Da parte do governo foram feitas diversas tentativas de conciliação, sem qualquer resultado. Em novembro, no entanto, com a mediação do então ministro da Guerra, general Setembrino de Carvalho, iniciaram-se os entendimentos, que terminariam com o Pacto de Pedras Altas, em 24 de dezembro de 1923.
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