REBELIÃO DE CANUDOS (1896)
Desde 1896 achava-se a Bahia agitada pela sublevação dos sertões de Canudos, onde o fanático Antônio Conselheiro, chefe dos jagunços, logrou destroçar três expedições do governo contra ele enviadas. Antônio Mendes Maciel, vulgo Antônio Conselheiro, por volta do ano de 1896, construiu uma igreja à margem do riacho Vaza-Barris, antiga Fazenda Canudos, no sertão baiano, fundando o arraial do Bom Jesus.
Logo se formou em torno de Antônio Conselheiro uma enorme multidão de sertanejos, que chegou a somar vinte e cinco mil pessoas, cuja única intenção era defender o direito de viver de acordo com os costumes e as tradições dos seus antepassados, sem qualquer interferência exterior.
A fama de Canudos estendeu-se além das fronteiras do sertão, chegando até o governo estadual que, em novembro de 1896, organizou uma expedição policial com o objetivo de dissolver o grupo de fanáticos.
Essa expedição sofreu uma derrota e foi obrigada a retirar-se, deixando oitenta mortos e muitos feridos. Reforçada por cem soldados, a polícia militar do estado preparou nova expedição, que também fracas-sou, sendo derrotada, e praticamente exterminada.
Depois de mais duas tentativas fracassadas, o governo federal preparou uma força com mais de 4.000 homens e várias peças de artilharia, sob o comando do general Artur Oscar de Almeida Guimarães, que atacou o arraial do Bom Jesus em outubro de 1897. Após vários dias de luta, deu-se a destruição completa de Canudos e a morte de seus defensores.
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