GUERRA DA INDEPENDÊNCIA NA BAHIA (1823)
Os conflitos entre brasileiros e portugueses vinham assumindo formas cada vez mais agudas desde a Independência, em 1822.
Em junho desse ano a câmara, o clero, a nobreza, milícias e o povo de Santo Amaro, na Bahia, responderam a uma carta-consulta dos deputados baianos às cortes, sobre a delegação do poder executivo no Brasil.
Além de Santo Amaro, outras vilas baianas opinaram "pela instituição de um centro único do poder executivo no Brasil, exercido por D. Pedro I".
Os portugueses da Bahia ficaram irritados com esse pronunciamento. Os liberais baianos iniciaram então um movimento contra as tropas portuguesas sob o comando do general Madeira e, em 25 de junho de 1822, os liberais reunidos na câmara de Cachoeira promoveram a aclamação de D. Pedro. Depois, desfilaram, tropa e povo, pelas ruas da cidade. O conflito explodiu quando os portugueses iniciaram um ataque ao desfile.
Um navio de guerra, que Madeira havia enviado para conservar a ordem, descarregou seus canhões sobre a vila. Os chefes baianos se reuniram e instituíram uma Junta Conciliatória e de Defesa.
Portugueses e brasileiros lutaram até o dia 28, conseguindo o povo de Cachoeira sair vitorioso nos diversos combates travados.
Em outubro, 17 embarcações portuguesas atacaram a Bahia, mas foram repelidas. No dia 8 de novembro de 1822, aconteceu uma das maiores batalhas em terra, a batalha de Pirajá, quando os lusos foram derrotados pelas forças baianas sob o comando do visconde de Pirajá.
Em outubro de 1822, a capital enviou para comandar as forças baianas o general francês Labatut. Os baianos, no entanto, não aceitaram o seu comando e, a 24 de maio de 1823, depois de uma série de conspirações, nomearam o comandante da brigada do centro, Lima e Silva, chefe geral do exército em operações.
A 3 de junho de 1823, Lima e Silva iniciou um ataque geral às tropas portuguesas. Nesse combate tomou parte o jovem Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias.
Em 23 de junho, o general Madeira não podendo mais resistir, se rendeu, e a 1º de julho de 1823, as tropas lusitanas começaram a embarcar, deixando o porto no dia 2. Nesse mesmo dia, o "Exército Pacificador", sob o comando de Lima e Silva, entrou triunfalmente na cidade.
No dia 16 de julho de 1823, a Câmara da cidade reconheceu e aclamou o Imperador. A Bahia teve de lutar pela independência até o dia em que as tropas portuguesas deixaram seus portos, embora no dia 7 de setembro de 1822, o príncipe regente já houvesse proclamado a emancipação do país.
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